COLUNA DO EDITOR: Tragédia no Japão serve de aprendizagem para o Rio de Janeiro

Tsunami varre a costa noroeste do Japão após terremoto. Foto: Reprodução

Olá amigos leitores do blog Olhar Sobre Macabu. Eu, Aldir, criador e administrador do blog a partir de agora estarei de tempos em tempos escrevendo uma coluna aqui com opinião sobre temas relevantes para todos nós.

 

A tragédia no Japão causada por um terremoto de 8.9 graus de magnitude, o maior da história do Japão, e um tsunami que varreu a costa noroeste do país, deixando 1.883 mortos e 2.361 desaparecidos, até o momento em que esse post é escrito, vem deixando o mundo inteiro aterrorizado pela dimensão da destruição e mortes. Além do risco real de contaminação radioativa pela usinas nucleares da região atingida que sofreram sérios danos no sistema de resfriamento dos reatores.

 

O Japão é localizado numa região conhecida como “anel de fogo do Pacífico”, a região com maior atividade sísmica do planeta. Somente no país nipônico, acontecem 20% dos tremores de terra do mundo por ano.  Aliado a esse fato, está a extrema disciplina dos japoneses e preocupação das autoridades em quererem minimizar ao máximo os danos a sua força de trabalho, que cai a cada ano que passa, e outros interesses maiores e o risco constante de desastres fazem com que o governo local dê a sua população o melhor preparo do mundo para situações de emergência e desastres, como os terremotos. A população é ensinada desde a escola como se proteger em casos extremos, as estruturas dos edifícios são projetadas para não desabarem em tremores de terra. Além disso, o Japão tem um sistema avançado no que se diz respeito a previsões de possíveis catástrofes e alarme de evacuação, por exemplo.

“Anel de fogo do Pacífico”. Foto: Reprodução

Mas toda essa estrutura dita anteriormente só foi feita após outros desastres ocorridos no Japão no passado, e o mais importante, os japoneses aprenderam a lição com as catástrofes, e certamente outras serão aprendidas dessa vez para que se possa evoluir e evitar que tantas vidas sejam perdidas.

 

Agora trazendo tudo isso que foi dito para a nossa realidade aqui no Brasil, especialmente para o Rio de Janeiro, somos um país que não sofremos com terremotos, vulcões, furacões ou tornados. O que temos aqui é o que em qualquer lugar tropical se tem, desde o começo de tudo, que são as chuvas. Elas, sim, as chuvas, estão aqui há muito tempo. Ano após ano, todo verão ela está lá, mas parece que é novidade para nossos governantes.

 

Todo verão várias pessoas perdem a vida, nos lamentamos pelas vidas perdidas, os políticos aparecem com medidas para reconstruir e prometem outras medidas para se prevenir, mas aí a mídia se afasta, nada acontece durante o ano, e no próximo verão é a mesma coisa. Pergunte só para o pessoal lá da serra o que aconteceu por aquelas bandas após o desastre que deixou quase mil mortos no começo do ano para se evitar que ocorra novamente? Eu respondo para vocês: Nada!

 

Pois é, se nós, que não temos grandes problemas com a natureza, aprendêssemos um pouco com as últimas tragédias e com os japoneses, tendo medidas preventivas durante o ano inteiro, tirar a população das áreas de riscos, criar um sistema efetivo de alarme e treinamento da população para possíveis casos de evacuação, enfim, o que não falta é o que fazer, mas o que falta realmente é interesse e vontade.

 

Os japoneses são um grande exemplo para nós, lá houve mortos e grandes destruições, sim, mas caso não houvesse as medidas do governo japonês, a tragédia seria imensamente maior e não deve ser comparada em nenhum aspecto com o que acontece aqui no Brasil. Enquanto isso, continuamos perdendo vidas por causa de apenas chuva. Realmente, não damos valor ao país que temos, porque se déssemos, iríamos apenas falar das chuvas de verão, não das mortes que elas causam.

 

por Aldir Junior (@aldirjunior)

Posted by Aldir Junior de Sales Gomes on 3/16/2011 08:39:00 PM. Filed under , , . You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0
 

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